Leituras e Curiosidades de Matemática

Conheça segredos sobre Números, Álgebra e Geometria

O ábaco

Ábacos são tidos como as formas mais elementares de máquinas calculadoras. São dispositivos simples, inventados para registrar números e efetuar operações. Eram muito necessários, já na Antiguidade, uma vez que os sistemas de numeração então vigentes não facilitavam as computações e não havia material conveniente para a escrita (o papiro, usado pelos egípcios, surgiu na Grécia só por volta do século VII a.C.; o papel muitos séculos mais tarde).

A palavra ábaco vem do grego abax que significa “tábua coberta com pó ou areia”, usada para desenhar figuras e fazer contas. Com o passar do tempo, as tábuas foram substituídas por placas de madeira ou metal, com linhas ou sulcos, onde deslizavam pequenas pedras ou contas (em latim, pedra é calculus, origem da palavra calcular).

O ábaco romano continha sulcos designando agrupamentos de 1 (I), 5 (V), 10 (X), 50 (L), 100 (C), 500 (D) unidades, estes números multiplicados por 1000:

Continha também sulcos para as frações

Em cada sulco, apenas as pedrinhas colocadas no alto entravam na composição do número. Veja na figura 1 a representação do número:

Os ábacos chinês e japonês (figuras 2 e 3) possuem varetas verticais com contas, separadas por uma barra horizontal. Cada conta acima da barra horizontal tem valor igual a 5 vezes o valor de cada conta correspondente, abaixo da barra horizontal; estes valores são, da direita para a esquerda: 1, 10, 100, 1000, etc.

O ábaco experimentou uma fase de esquecimento; mas, hoje em dia, com o advento da computação eletrônica, ressurge o interesse pelo ábaco, inclusive nas escolas.

Vale notar que o ábaco sempre teve praticantes na China e no Japão; para negociantes, funcionários em escritório, donas de casa, etc., experientes no uso do ábaco, este tem sido um auxiliar de contabilidade seguro, rápido, de manuseio fácil e econômico.

O ábaco chinês chama-se suan phan. Soroban é o ábaco japonês. A arte de praticar o soroban é o shuzan.

Retirado da Revista do Professor de Matemática , n° 17